sexta-feira, 20 de abril de 2012

MEDICINA E BIOLOGIA DE MÃOS DADAS

No curso de Biologia da Universidade Metropolitana, o Escriba Valdemir Mota de Menezes estudou esta lição que demonstra que o avanço no conhecimento da Medicina caminhou de mãos dadas com as descobertas científicas na área da Biologia:


Há séculos atrás, livros datados de 400 a.C., conferidos ao “Pai da Medicina”
- Hipócrates -, fazem menções a doenças, atribuindo estas à dieta
ou a problemas físicos, não justificando suas causas como problemas divinos,
como era feito até então. Provavelmente, neste momento em que
se deixa de explicar alguns processos biológicos como divinos, tenha se
iniciado a História da Biologia.

Alcmaeon, membro da Escola de Medicina de Crotona, foi um dos primeiros
a desenvolver estudos realizando dissecação de animais para compreender
a forma e a função dos órgãos em diferentes animais. Ele contribuiu
para o entendimento de que o cérebro é o órgão que gerencia nossas
funções vitais.

Já Aristóteles, que viveu entre 384-322 a.C. e não foi apenas um filósofo,
agrupou de forma sistemática os animais, dividindo-os em dois grupos:
os que possuíam sangue e aqueles que não possuíam sangue. Mesmo
sem ter equipamentos de precisão como os que dispomos hoje, podemos
perceber que esta classificação de mais de 2000 anos atrás corresponde,
grosso modo, aos vertebrados e invertebrados, classificação que adotamos
atualmente.

Durante a idade média, de 476-1453 d.C., em várias partes da Europa iniciou-
se um forte movimento de tradução de documentos antigos provenientes
dos árabes e gregos, possibilitando o desenvolvimento de várias
áreas de conhecimento, dentre elas a Biologia. Em 1636, o inglês William
Harvey apresentou uma teoria explicando o processo de circulação sanguínea;
até então, acreditava-se que as artérias continham ar para refrigerar o corpo.

Através de estudos anatômicos, Harvey pôde concluir que
o coração bombeava sangue para o corpo e que esse sangue retornava ao
coração, que funcionava de forma semelhante aos músculos (REBOLLO,
2002), ou seja, contraindo-se. Estas afirmações de Harvey eram muito
contraditórias ao que se conhecia na época, sendo aceitas aos poucos.
Continuando o trabalho de classificação iniciado por Aristóteles, Carl von
Linné, foi um dos cientistas que mais contribuiu para o desenvolvimento
da biologia e de outras áreas. Ele desenvolveu o sistema de classificação,
atualmente adotado, que consiste na forma de nomear as espécies
em gênero e espécie. Apesar de seu interesse no estudo das plantas,
denominado Botânica, descreveu inúmeras espécies animais e, também,
atuou de forma importante no desenvolvimento da escala de temperatura
a partir do estudo de Anders Celsius, a escala adotada hoje, de 0 a 100°C,
antes era invertida.

“O progresso da Biologia ocorreu de forma mais rápida, a partir do momento
que foi possível observar estruturas antes inexistentes ao olho nu.
O advento do microscópio, foi um grande avanço permitindo diversas análises
que antes não era possível”. (CARVALHO & RECCO-PIMENTEL, 2001;
JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2004)

Já no século XIX foi apresentada a teoria celular por Matthias Schleiden
e Theodor Schwann que comprovaram que os animais e as plantas são
formados por pequenas unidades denominadas células.

Mas, foram WATSON & CRICK (1953), baseados em um estudo anterior,
que formularam a estrutura helicoidal do DNA e marcaram o início da
Bioquímica moderna. A ciência mudou com essa descoberta da estrutura

terça-feira, 3 de abril de 2012

MALADIE

Information de Wikipedia

La maladie est une altération des fonctions ou de la santé d'un organisme vivant, animal ou végétal.
On parle aussi bien de la maladie, se référant à l'ensemble des altérations de santé, que d'une maladie, qui désigne alors une entité particulière caractérisée par des causes, des symptômes, une évolution et des possibilités thérapeutiques propres.
Un malade est une personne souffrant d'une maladie, qu'elle soit déterminée ou non. La plupart du temps ce terme est utilisé pour désigner un être humain. Lorsqu'il est pris en charge par un médecin ou qu'il reçoit une attention médicale, il devient alors un patient.
La santé et la maladie sont parties intégrantes de la vie, du processus biologique et des interactions avec le milieu social et environnemental. Généralement, la maladie se définit comme une entité opposée à la santé, dont l'effet négatif est dû à une altération ou à une désharmonisation d'un système à un niveau quelconque (moléculaire, corporel, mental, émotionnel ...) de l'état physiologique ou morphologique considérés comme normal, équilibré ou harmonieux. On peut parler de mise en défaut de l'homéostasie.


Polysémie
Par abus de langage, le terme maladie est parfois utilisé plus largement pour faire référence à certaines conditions causant inconfort, détresse, problèmes sociaux ou la mort chez la personne concernée, ou des problèmes similaires chez les personnes en contact avec elle. On l'utilise aussi pour parler de manies et autres passions.
La maladie est à différencier des blessures, handicaps, syndromes et affections.
Un syndrome est un ensemble de signes ou de symptômes qui apparaissent simultanément. Ainsi l'usage médical distingue une maladie, qui a une cause spécifique connue, d'un syndrome, qui ne se préoccupe pas des causes.
Une affection désigne une altération de fonctions qui est rattachée à un organe spécifique et qui ne prend en compte ni les causes, ni les symptômes, ni le traitement. Tout comme les syndromes, elle est parfois distinguée d'une maladie.
Un handicap est une déficience qui peut aussi bien être due à une maladie qu'à une blessure.
Classifier un certain état comme une maladie est un fait social d'évaluation. Ainsi, certains états ne sont reconnus comme des maladies que dans certaines cultures, ou à certaines époques, et pas dans d'autres. On parle alors de syndromes culturels. Parfois la catégorisation d'un état comme une maladie est controversé au sein d'une même société. L'hyperactivité et l'obésité sont par exemple des états de plus en plus considérés comme des maladies par l'opinion publique dans les pays occidentaux mais n'étaient pas ainsi considérés il y a encore quelques décennies et ne le sont toujours pas dans certains pays. Depuis le XIXe siècle, l'homosexualité a été traitée comme une maladie et est encore considéré comme telle par certains, bien qu'elle ne le soit plus par les psychologues.
Habituellement, une personne est désignée comme malade lorsqu'on considère que son état actuel nécessite un traitement.
Par extension, on peut associer la maladie à des entités non biologiques pour signifier qu'elles sont altérées ou que leur fonctionnement n'est plus considéré comme bon. Il est ainsi habituel d'entendre les termes « société malade » ou « entreprise malade » par exemple.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

HIGIENE PESSOAL

HIGIENE PESSOAL
Este médico está dando uma palestra para uma igreja cristã e ele fala sobre a necessidade de lavar bem o anus. O discurso causa muitas gargalhadas, e é muito engraçado mesmo. Este assunto não é falado nem mesmo em família. Poucos pais ensinam seus filhos a tomarem banho como devem Este vídeo é uma aula de higiene pessoal. CHOCANTE. (Texto de Valdemir Mota de Menezes, o Escriba)





HIGIENE PERSONAL
Este médico le está dando una charla a una iglesia cristiana y que habla de la necesidad de lavar el ano. El discurso provoca muchas risas, y es muy divertido. Este tema ni siquiera se habla con la familia. Son pocos los padres enseñar a sus hijos para bañarse Este video es una lección de higiene personal. IMPACTANTE. (Texto Valdemir Mota de Menezes, el escriba)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

DERMATITE DISTRÓFICA

O Escriba Valdemir Mota de Menezes leu esta matéria e viu este vídeo sobre a Dermatite Distrófica e pede a Deus que alivie as dores e cure os doentes deste mal que estão sofrendo com este mal em todo o mundo. Aos que tem saúde, lembrem-se de agradecer a Deus todos os dias.

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A dermatite bolhosa distrófica é uma rara e grave doença de pele que pode ser diagnosticada logo nos primeiros dias de vida do bebê ou após alguns meses. Seu tratamento é difícil e a morte pode chegar em pouco tempo.

Inicialmente surgem pequenas bolhas na pele, que espalham-se por todo o corpo e aos poucos elas vão aumentando de tamanho e vão se descamando, e a pele morta, solta-se do corpo, mas a cicatrização a partir daí é comprometida.

Esta é uma doença muito dolorosa, não contagiosa, que necessita de tratamento diário feito com medicamentos que combatam a dor e a infecção, mas que não impedem o surgiment de novas bolhas. Fazer os curativos é de suma importância para manter as feridas livres de microorganismos e facilitar a sua recuperação.

A colocação de uma espécie de band-aid importado em todas as feridas é o ideal para que as feridas fiquem bem protegidas e evita que as roupas do indivíduo fiquem coladas nas feridas.
FONTE:
http://www.tuasaude.com/dermatite-bolhosa-distrofica/

sábado, 28 de janeiro de 2012

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL




         Enviado por em 26/12/2011
Pessoas que sofrem deste mal, reclamam por não poderem evacuar com frequência regular. Algumas pessoas chegam a ficar mais de uma semana sem conseguir eliminar as fezes, o que gera um desconforto e incômodo. Este caso parece cômico, mas somente quem sofre deste mal e consegue superá-lo sabe a felicidade que é "cagar". Como sempre digo: "As melhores coisas desta vida, são de graça." (por Escriba: Valdemir Mota de Menezes)

Constipation
People who suffer from this condition, they complain because they can not evacuate with regular frequency. Some people even get more than a week without being able to remove the feces, which creates a nuisance and discomfort. This case seems comical, but only one who suffers from this evil can overcome it and know that happiness is "crap". As I always say: "The best things of this life are free." (for Scribe: Valdemir Mota de Menezes)
------------------------------ Fonte: http://www.colorretal.com.br/index.php/2011/04/14/constipacao-intestinal/ Se você sofre de constipação, procure um coloproctologista de sua confiança. O que é constipação A constipação deve ser definida como uma síndrome, isto é, um conjunto de sinais e sintomas. E pode ser secundária a um conjunto de causas. Trata-se provavelmente da mais freqüente queixa gastrointestinal observada em consultórios médicos e atinge mais freqüentemente a mulher. A constipação é mais entendida como uma diminuição do número de evacuações. No entanto, esforço evacuatório exagerado e a sensação de evacuação incompleta acompanham freqüentemente a síndrome. A necessidade de utilizar laxantes, supositórios ou lavagens para produzir alívio dos sintomas mencionados também é sinal de constipação. Evacuar todo dia pode ser normal para alguns. No entanto, indivíduos que evacuam a cada dois ou três dias não necessariamente sofrem de constipação. Da mesma forma, evacuar diariamente não é a meta dos tratamentos para constipação, mas sim o alívio de todos os sintomas que integram a síndrome. A maioria da população experimentará períodos de constipação durante a vida. Dieta pobre em fibras, sedentarismo e baixa ingesta de líquidos são os responsáveis pelo mau funcionamento intestinal. ------------------------------ Fonte: http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/02/02/condutas-na-constipacao-intestinal-dos-idosos/ A constipação intestinal, ou simplesmente a prisão de ventre atinge cerca de 20% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e entre os mais queixosos estão as mulheres e os idosos. Para o paciente, ela significa fezes excessivamente duras e pequenas, eliminadas com pouca freqüência e com excessivo esforço. O médico constata que o intestino está preso quando o paciente evacua até duas vezes por semana. Os principais fatores que causam a constipação são a falta de fibra na alimentação, pouca ingestão de água, sedentarismo, limitações nos movimentos dos corpo (seqüelas, reumatismo, velhice) e alimentos que causem o ressecamento das fezes, como o chocolate. Além disso, doenças endócrinas (hipotireoidismo), a diabetes e a insuficiência renal crônica podem causar a prisão de ventre. que causam a constipação são a falta de fibra na alimentação, pouca ingestão de água, sedentarismo, limitações nos movimentos dos corpo (seqüelas, reumatismo, velhice) e alimentos que causem o ressecamento das fezes, como o chocolate. Além disso, doenças endócrinas (hipotireoidismo), a diabetes e a insuficiência renal crônica podem causar a prisão de ventre. Certos medicamentos como antidepressivos, antitussígenos, analgésicos opiáceos (codeína, morfina), antiparkinsonianos, anti-hipertensivos, antiácidos contendo alumínio e preparados com cálcio também estão entre as causas. Patologias neurológicas e musculares (lesões da medula espinhal, esclerose múltipla, Doença de Parkinson, falha no relaxamento perineal ao esforço de expulsão fecal), situações psiquiátricas (depressão, demência, traumas), anomalias estruturais do cólon (megacólon, fissura anal, complicações hemorroidárias, prolapso retal), estreitamento do intestino grosso (complicações cicatriciais de diverticulite, inflamações como efeito indesejável de radioterapia, tumores malignos do reto e porção final do intestino grosso) e transito colônico lento (idiopático – de causa não identificada – e falsa obstrução intestinal crônica) podem ser causas da constipação. ------------------------------ Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?94 CONSTIPAÇÃO INTESTINAL Sinônimos e nomes populares: Obstipação intestinal; prisão de ventre, empate, intestino preso. O que é? Constipação para o paciente significa fezes excessivamente duras e pequenas, eliminadas infreqüentemente ou sob excessivo esforço defecatório. Para o médico ela pode estar ocorrendo quando o paciente evacua até duas vezes por semana (menos de uma vez a cada 3-4 dias) ou há excessiva dificuldade para defecar. Já o pesquisador conceitua como diminuição do conteúdo líquido das fezes, ou seja, menos de 70% de água em seu peso total. Classificação Existem as lesões intestinais visíveis pelos métodos de investigação por imagem (Rx ou análogos, endoscopia, microscopia), conhecidas como doenças orgânicas, e as modificações dos movimentos peristálticos (movimentos do intestino que conduzem o alimento através do intestino), usualmente denominadas de alterações funcionais. A constipação pode ser classificada em: Simples, clinicamente de curta duração, com desencadeante casual e recente, como mudança alimentar, pós-operatório, quadros febris, medicação. Crônica idiopática, de longa evolução, sem causa orgânica conhecida, que pode mostrar alterações da motricidade (movimento peristáltico). Orgânica, com alteração estrutural, com evolução rápida ou crônica.

terça-feira, 26 de julho de 2011

TRANSPLANTE DE ORGÃOS

TRANSPLANTE DE ORGÃOS

Nesta série de três vídeos, vemos uma exposição bíblica sobre o conceito ético-teológico que aborda a prática da Medicina Moderna em realizar cirurgias de transplante de orgãos de uma pessoa para outra. Veremos que tal prática é compatível com o amor cristão que tem como grande princípio: Uma pessoa dar a sua vida para outra. Audio em português (Texto do escriba Valdemir Mota de Menezes)







TRANSPLANTATION D'ORGANES

Dans cette série de trois vidéos, nous voyons une exposition biblique du concept éthico-théologique qui traite de la pratique de la médecine moderne à pratiquer la chirurgie de transplantation d'organes d'une personne à l'autre. Nous verrons que cette pratique est compatible avec l'amour chrétien qui est le grand principe: Une personne à donner sa vie pour une autre. Audio en portugais (texte de l'écrivain: Valdemir Mota de Menezes)





ORGAN TRANSPLANT

In this series of three videos, we see a biblical exposition of the ethical-theological concept that addresses the practice of modern medicine to perform organ transplant surgery from one person to another. We will see that such practice is compatible with Christian love which is the great principle: A person to give his life for another. Audio in Portuguese (text of the scribe: Valdemir Mota de Menezes)



TRASPLANTE DE ÓRGANOS

En esta serie de tres videos, podemos ver una exposición bíblica del concepto ético-teológica que se ocupa de la práctica de la medicina moderna para llevar a cabo la cirugía de trasplante de órganos de una persona a otra. Veremos que tal práctica es compatible con el amor cristiano, que es el gran principio: una persona a dar su vida por otro. Audio en Portugués (texto del escribano: Valdemir Mota de Menezes)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

EPILEPSIA

MEU COMENTÁRIO: Li o texto abaixo e concordo com as descrições sobre as características dos epilépticos. Estudos mais avançados poderão apontar as origens biológicas e neurológicas dos pontos e locais do cérebro que são afetados pelos portadores da epilepsia. O mapeamento cerebral, o estudo físico da epilepsia muito tem contribuído no tratamento dos portadores destes distúrbios, contudo, tais estudos ficam incompletos e deixam de avançar significativamente, porque excluem em suas pesquisas os fatores espirituais. A epilepsia jamais será conhecida em todos os seus ângulos, enquanto os homens não desvendarem as influências diabólicas que causam os transtornos nestes indivíduos. Jesus abordou o problema da epilepsia com um tratamento muito simples e eficaz: Sai Satanás!!! (Texto do escriba Valdemir Mota de Menezes)




COMPORTAMENTO VIOLENTO - 2
EPILEPSIA, PERSONALIDADE E AGRESSIVIDADE
A abordagem da epilepsia tem sido muito diferente entre as duas disciplinas médicas que se ocupam do problema: a neurologia e a psiquiatria. Neurologicamente a epilepsia pode ser entendida como uma disritmia cerebral paroxística capaz de provocar alterações no sistema nervoso central e, conseqüentemente, em todo organismo. Sob o ponto de vista psiquiátrico, também se entende a epilepsia como uma disritmia cerebral paroxística, com alterações funcionais do sistema nervoso central e, conseqüentemente, manifestações no comportamento, nas emoções e nos padrões de reações do indivíduo.
O termo Epilepsia refere-se a uma condição crônica de ataques periódicos ou repetidos, causados por uma condição fisiopatológica da função cerebral, resultante da descarga espontânea e excessiva de neurônios corticais. Entretanto, não se deve entender a epilepsia como uma doença exclusivamente convulsiva. A convulsão é apenas um dos sintomas da doença, o qual traduz a existência ocasional de uma descarga excessiva e desordenada do tecido nervoso sobre os músculos do organismo. A epilepsia porém, deve ser conceituada atualmente, como uma síndrome com um conjunto de sinais e sintomas decorrentes desta disritmia cerebral paroxística. Nesta síndrome portanto, a convulsão propriamente dita, pode até estar ausente, como se acredita que aconteça na maioria dos pacientes disrítmicos
Na disritmia cerebral o distúrbio no padrão elétrico da atividade neuronal mostra-se paroxisticamente e pode ser oriundo de qualquer parte do sistema nervoso central. Entretanto, alguns estudos iniciais pela tomografia de emissão de pósitrons têm mostrado que os focos epilépticos são hipometabólicos nos períodos intercrises, ou seja, o foco será hiperativo durante as crises e hipometabólicos fora das crises, o que significa não funcionarem bem em nenhum momento. Quando a localização do foco epileptógeno é no lobo temporal, esta atividade disrítmica se mostra mais relevante para a psiquiatria. Neste caso será denominada Epilepsia Parcial Complexa, Epilepsia do Lobo Temporal ou Epilepsia Psicomotora.
Em estudo realizado no Canadá em 1994 (Nathaniel J.Pollone e James J. Hennessy), num grupo de 372 homens presos de um hospital mental judiciário de segurança máxima, 20 % tinham anormalidades focais temporais do eletroencefalograma, e 41% tinham alterações patológicas da estrutura cerebral no lobo temporal. Isso sugere um relevante papel dos danos neurológicos na formação do comportamento violento. Os dados mostraram uma proporção de 21:1 para agressivos habituais, ou seja, 21 portadores de alterações neurológica para cada 1 agressivo sem essas alterações. Em relação à população normal a incidência foi de 4:1, ou seja, 4 vezes mais freqüente os agressores com as alterações neurológicas que os agressores sem elas.
As considerações acerca de determinada personalidade "epileptiforme", a qual reúne traços encontradiços em pacientes disrítmicos, têm despertado discussões virulentas. Por cautela meramente acadêmica, colocamos o "epileptiforme" entre demagogos parênteses. Mesmo que a prática clínica cotidiana constate substanciais argumentos em favor de um rico conjunto de características personais em epilépticos, tanto sob o ponto de vista comportamental quanto afetivo, convém estabelecer mais algumas considerações sobre esse polêmico assunto e, desta forma, evitar arranhar opiniões ainda não sensibilizadas pela força das observações.
Kaplan considera, juntamente com outros tantos autores, uma alta incidência de psicoses na epilepsia. Além disso, as perturbações da personalidade constituem os problemas psiquiátricos mais comuns nesta disfunção do Sistema Nervoso Central. Não se afirma, com isso, que todos epilépticos possuam a mesma personalidade ou as mesmíssimas características, de forma que possamos colocá-los todos num mesmo "clone". O que acontece são determinados traços comportamentais, de relacionamento, de reação vivencial, de emotividade e impulsividade encontrados estatisticamente de maneira significativa nos pacientes epilépticos.
Para melhor compreensão desse tema, é fundamental entendermos esse nosso epiléptico, não necessariamente como aquela pessoa que tem convulsões. Quase pelo contrário. A prática clínica nos tem ensinado que os epilépticos convulsivos são, inclusive, menos propensos à alterações de personalidade do que aqueles não convulsivos. Essas observações decorrem de um diagnóstico retrógrado, ou seja, primeiramente constatamos algum traço ou mesmo alteração de personalidade para, depois, constatarmos alterações eletroencefalográficas. Notadamente, são alterações do lobo temporal.
Outro fato a ser lembrado é em relação aos termos usados: estamos falando em traços e alterações de personalidade e não, necessariamente, em Transtornos de Personalidade. Isso quer dizer que esses traços nem sempre constituem uma doença. Para tal, de acordo com o conceito de Transtornos de Personalidade, há necessidade de concomitante prejuízo social e ocupacional.
Há uma maneira de ser do epiléptico caracterizada, principalmente, por irritabilidade, explosividade, agressividade, querelância, viscosidade, instabilidade de humor e outros sinais muito bem delineados pelo trabalho de Lúcia Coelho. Também se vê na prática clínica, outras alterações mais patológicas e responsáveis por alterações da sensopercepção, tais como alucinações e ilusões, não citadas por essa autora e encontradas em pacientes com alterações eletroencefalográficas do lobo temporal.
Inegavelmente a epilepsia resulta de um distúrbio fisiológico do Sistema Nervoso Central e não de conflitos intra-psíquicos, embora, sem dúvida, estes possam coexistir. Assim, os transtornos epileptiformes da personalidade seriam muito mais secundários a alterações funcionais do Sistema Nervoso Central, do que motivados por razões exclusivamente emocionais, cogitando-se, inclusive, que muitos dos sentimentos esboçados por tais pacientes sejam conseqüência deste distúrbio funcional.
EPILÉPTICOS ADULTOS - TRAÇOS *
Irritabilidade e Agressividade... 83%
Dificuldades de relacionamento... 83%
Hiperemotividade... 73%
Dependência Afetiva... 60%
Misticismo... 60%
Instabilidade de humor... 60%
Sintomas depressivos/ hipocondria... 56%
Dificuldades Sexuais... 53%

EPILÉPTICOS ADULTOS - SINAIS CLÍNICOS *
Perda de fôlego em criança... 93%
Enurese noturna até tarde... 73%
Instabilidade da Atenção... 93%
Cefaléias ou enxaquecas... 70%
Vista escura (tontura postural)... 70%
Agitação durante o sono... 50%

*Porcentagens encontradas em pacientes epilépticos reportadas no trabalho de LúciaCoelho, "Epilepsia e Personalidade".

Uma das características da personalidade facilmente observável nos epilépticos extrovertidos, talvez seja a chamada "viscosidade", mas só nos extrovertidos. Esta alteração se evidencia numa forma de inter-relacionamento pessoal caracterizada por adesividade, circunstancialidade e prolixidade; a conversação com o paciente costuma ser lenta, séria, pedante, irritantemente ponderada, excessivamente cheia de detalhes, minúcias supérfluas e demasiadamente circunstancial. Comumente o ouvinte se aborrece diante do desprezo ao tema principal da conversa em benefício dos detalhes, procura reconduzir o assunto à pauta principal mas o paciente insiste no discurso com um volteio interminável. Encerrar a conversa com tais pacientes é tarefa difícil, despedir-se deles é demorado e irritante; freqüentemente fazem que dão o assunto por encerrado mas acrescentam mais alguma coisa, ficam mais um pouco, lembram mais alguma coisa a perguntar, enfim, grudam demais. Por isso são chamados de viscosos ou pegajosos.
Outra peculiaridade comportamental encontradiça em alterações da personalidade do paciente disrítmicos é a agressividade. Segundo Kaplan, existem evidências sugerindo que o aumento da agressividade esteja relacionada a lesões focais irritativas, particularmente do lobo temporal e frontal, amígdala medial e tegumento mesoencefálico. Johnson refere pesquisas de Mark e Ervin constatando mais de 50% de epilepsia entre 163 pacientes agressivos e acrescenta que "o tipo mais comum de doença cerebral associada ao comportamento destrutivo e ao descontrole de comportamento é a epilepsia do lobo temporal".
Bleuler diz ser a intensidade mórbida dos impulsos emocionais e dos estados de ânimo o traço mais dominante do caráter epiléptico, muito mais prolongados que numa pessoa normal e mais difíceis de interromper por influências externas. Assim sendo, o epiléptico pode ter uma ira cega em circunstâncias nas quais uma pessoa sadia apenas se zangaria. Mas não é só a irritabilidade a se manifestar de maneira exacerbada, também a alegria, gratidão e dedicação tendem a exagerar-se nesses distúrbios. Denis Williams aponta a intensificação das emoções, as dificuldades de relacionamento e o comportamento agressivo nas epilepsias do lobo temporal, entre outras características.
O termo "personalidade epileptóide" é utilizada por Kaplan ao descrever o Transtornos Explosivo Intermitente, segundo a classificação do DSM-III-R. O Transtornos Explosivo Intermitente foi tratado pelo DSM-III-R e continua classificado pelo DSM-IV, no capítulo dos Transtornos do Controle dos Impulsos. Na CID-10 corresponde ao código F63.8, rotulado como Outros Transtornos dos Hábitos e Impulsos, dentro do capítulo Transtornos dos Hábitos e Impulsos. Devemos incluir aqui comportamentos mal adaptativos, persistentemente repetidos que não sejam secundários à qualquer síndrome psiquiátrica reconhecida e nos quais parece haver falhas repetidas a resistir a impulsos para executar o comportamento agressivo.
Tanto a CID-10 quanto o DSM-IV colocam os seguintes transtornos juntos:
1 - Transtornos Explosivo Intermitente
2 - Cleptomania
3 - Jogo Patológico
4 - Piromania
5 - Tricotilomania
A característica essencial dos Transtornos de Controle dos Impulsos é o fracasso em resistir a um impulso ou tentação de executar um ato perigoso para a própria pessoa ou para outros. Na maioria dos transtornos descritos nesta classificação, o paciente sente uma crescente tensão ou excitação antes de cometer o ato. Após cometê-lo, pode ou não haver arrependimento, auto-recriminação ou culpa.
Embora o indivíduo fracasse em resistir ao ímpeto e à tentação para a realização de tais atitudes, poderá experimentar grande arrependimento tão logo concretize o ato. Kaplan enfatiza autores atuais que atestam um possível envolvimento de fatores orgânicos nos distúrbios dos impulsos e determinadas experiências que demonstram regiões específicas do cérebro envolvidas com a atividade impulsiva e violenta, como é o caso do sistema límbico e epilepsias dos lobos temporais. Este quadro de explosividade e/ou agressividade é melhor estudado no capítulo anterior sobre o Comportamento Violento.
Um outro transtorno da personalidade associado à epilepsia, desta feita do lobo frontal (raras vezes também à epilepsia do lobo temporal), é a condição descrita pelo DSM-III-R como Síndrome Orgânica da Personalidade, referida em classificações mais antigas como um padrão de comportamento compatível com a Síndrome do Lobo Frontal. É um distúrbio persistente da personalidade caracterizado principalmente por instabilidade afetiva, explosões de agressividade ou raiva recorrentes, comprometimento acentuado do julgamento social, apatia acentuada e indiferença, desconfiança ou ideação paranóide.
No caso de Síndrome Orgânica da Personalidade, pode haver um acentuado comprometimento social e ocupacional proporcional ao comprometimento do juízo crítico e às crises de explosividade, fato muito mais atenuado nos casos de Transtornos Explosivo Intermitente. De maneira geral, tanto a Síndrome Orgânica da Personalidade como o Transtornos Explosivo Intermitente são modalidades de personalidade que proporcionam ao indivíduo uma maneira própria de existir, de reagir e de sentir a vida e cuja etiologia supõe-se associada à um transtorno disrítmico do Sistema Nervoso Central, porém, sem menção obrigatória da existência de convulsões.
De todo complexo sintomático associado à epilepsia, três sinais receberam atenção maior dos pesquisadores: irritabilidade, instabilidade afetiva e viscosidade. Nenhum deles, entretanto, é patognomônico da epilepsia e nem tampouco obrigatório nos pacientes epilépticos. Mais apropriado seria considerá-los como componentes de uma vasta constelação caracterológica, na maioria das vezes compatível com uma boa manutenção da vida gregária, mas possíveis de uma abordagem psiquiátrica, sempre que esta modalidade de personalidade fizer sofrer o indivíduo ou aqueles que o rodeiam.
CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
Devemos considerar a epilepsia sob dois pontos de vista: primeiramente como um conjunto sindrômico de sinais e sintomas psíquicos e, em segundo, como possibilidade de manifestação da potencialidade epiléptica sob a forma de crises clínicas definidas, desde a clássica convulsão generalizada até pequenos sintomas sensitivos, cognitivos ou psicomotores.
No caso de ser abordado o conjunto sindrômico do paciente disrítmico há que se compreender o epiléptico, com sua maneira de ser e sua personalidade. No caso da caracterização clínica das crises procura-se compreender a epilepsia, com seu quadro clínico, curso e evolução. Interessa à psiquiatria a abordagem do epiléptico em geral e das epilepsias com peculiar expressão psíquica. As demais formas são melhor estudadas pela neurologia.
As epilepsias podem ser Parciais ou Generalizadas. As epilepsias ditas Parciais são aquelas que comprometem apenas um dos hemisférios cerebrais. Entre elas, serão consideradas Parciais Simples sempre que não houver comprometimento da consciência e, ao contrário, Parciais Complexas havendo tal comprometimento. São Generalizadas as epilepsias que afetam ambos hemisférios cerebrais e, tal como as parciais, podem ser Convulsivas e não-Convulsivas.
I - EPILEPSIA PARCIAL
Simples
Complexa
II - EPILEPSIA GENERALIZADA
Convulsiva
Não Convulsiva
Entre as crises epilépticas interessa particularmente à psiquiatria, a Crise Parcial com Sintomatologia Psíquica. Estas crises podem se manifestar em forma de distúrbios paroxísticos da linguagem com crises de afasia transitórias, podem apresentar lapsos paroxísticos de memória, sensações de "dêjà vu" ou de "jamais vu". Não raras vezes há queixas de distorções na percepção dos objetos, ora percebidos como aumentados ora como diminuídos, disformes, mudados de posição, etc.
Outras peculiaridades podem estar presentes nas Crises Parciais com Sintomatologia Psíquica, como por exemplo, as modificações paroxísticas do humor e do afeto, sensações de prazer e desprazer, episódios súbitos e imotivados de depressão e raiva, de medo e terror. O início e o término destas manifestações é, via de regra, abrupto e, freqüentemente, existem outros sinais sugestivos de disritmia concomitantes.
É de primordial importância ao clínico ter noção dessas alterações sensoperceptivas e emocionais conseqüentes à epilepsia. Estas são situações que despertam, na maioria dos psiquiatras, uma grande inclinação à utilização de antipsicóticos e/ou antidepressivos mas que, não obstante, respondem muito melhor ao uso de anticonvulsivantes, notadamente a carbamazepina.
Quando estas Crises Parciais são Complexas as alterações da consciência podem dar-se sob a forma de estreitamento, denominado Estado Crepuscular, freqüentemente de média ou longa duração. Nestes Estados Crepusculares é comum um certo automatismo motor, quase sempre com atitudes sem objetivo prático e expressão facial sugestiva de medo ou agressividade. Havendo agressividade extremada durante o Estado Crepuscular, podemos falar em Furor Epiléptico, distúrbio responsável por graves danos sociais e familiares. Passado o episódio, normalmente o paciente não guarda uma lembrança nítida do ocorrido.
Psiquiatricamente, entretanto, interessa-nos os indivíduos não apenas com crises eletrencefalograficamente ou fisiopatologicamente delimitadas mas, sobretudo, os portadores de um conjunto mais abrangente de sinais e sintomas capazes de conferir-lhes uma maneira peculiar de contatar a realidade e de viver. De acordo com este conceito, muitos autores têm utilizado o termo Personalidade Epiléptica (9,10), Epileptiforme ou Epileptóide para designar esta constelação de características psíquicas associadas à atividade disrítmica do Sistema Nervoso Central, notadamente do lobo temporal.
Eneida Matarazzo reconhece alterações de várias áreas do psiquismo como manifestações permanentes dos pacientes epilépticos. Na esfera do pensamento ela sublinha a prolixidade e viscosidade comentadas acima, na sexualidade ela refere o aumento ou diminuição da libido, na psicomotricidade observa a hiperatividade infantil e a presença de tiques e, na esfera da volição, enfatiza as obsessões e compulsões. As alterações da afetividade são descritas por essa autora englobando a irritabilidade, a agressividade, o medo e a depressão. Esta última com a marcante característica de apatia depressiva, mais que de tristeza, propriamente dita, e enfatiza também o medo patológico, imotivado e com início precoce na infância.
O diagnóstico da epilepsia, do ponto de vista psiquiátrico, quer seja do Transtornos Explosivo Intermitente, do Transtornos Explosivo da Personalidade, da Síndrome de Descontrole Episódico, de alguns Transtornos Disruptivos da Infância, da Epilepsia não Convulsiva, da Epilepsia Parcial com sintomas psíquicos ou, simplesmente, da Personalidade Epileptiforme, deve repousar em bases eminentemente clínicas. Devem ser avaliadas as manifestações da conduta, das emoções, das reações, do desenvolvimento psicomotor, bem como as queixas somáticas vagotônicas, a vida infantil e o relacionamento interpessoal. Enfim, devemos armar um arcabouço da personalidade atual e pregressa e daí, independente dos resultados eletrencefalográficos, dizer se o paciente tem ou não traços epileptiformes.
Para os profissionais sensíveis ao conceito das alterações da personalidade de natureza epiléptica, é muito importante a investigação minuciosa sobre algumas características personais. Evidentemente isso contribuirá, sobremaneira, na melhor resolutividade terapêutica, já que, como dissemos, tais quadros respondem bem à carbamazepina.
Deve-se verificar a ocorrência de enurese noturna na infância até mais de 6 anos, terror noturno mesmo depois de adulto, sono muito agitado com fala noturna e/ou sonambulismo em qualquer idade, episódios de perda de fôlego na primeira infância, ocorrência de convulsões febris na infância, irritabilidade e agressividade a vida toda, instabilidade do humor do tipo que acorda com o "pé esquerdo", cefaléias freqüentes, incluindo o tipo enxaqueca, episódios de vista escura e tontura postural, distúrbios da atenção na infância, viscosidade, tendências depressivas do tipo apático. Trata-se de uma verdadeira constelação de traços que, no mínimo, oferecerão uma opção à mais para hipótese diagnóstica.
Há quem recomende, também, para a possibilidade desse tipo de personalidade epileptiforme, observações sobre a predominância do Sistema Nervoso Parassimpático, tais como, bradicardia, hipotensão arterial, tendência à gastrites e úlceras digestivas, alergia e asma brônquica. Para a psiquiatria, a convulsão generalizada é apenas mais um sintoma epiléptico, podendo ou não estar presente e o eletroencefalograma, nesses casos, só terá valor se positivo.
Ballone GJ - Violência e Psiquiatria - in. PsiqWeb, Internet, disponível em revisto em 2002


Segundo o site NeuroPsicoNews, "A epilepsia é descarga elétrica maciça e espontânea não controlada de células cerebrais. Cerca de uma pessoa em 300 sofre de epilepsia do lobo temporal (ELT), o que contribui para cerca de metade de todas as epilepsias dos adultos; diferem da epilepsia do tipo grande mal porque as descargas não ocorrem em todo o cérebro, mas se concentram nos lobos temporais do córtex cerebral. As causas de ELT são desconhecidas e provavelmente variadas, sendo controversa a sua relação com a violência. De acordo com alguns especialistas, as pessoas com ELT são facilmente provocadas à violência, especialmente por sentimentos de injustiça, nos períodos entre as crises (períodos interictais). Uma teoria explica a chamada síndrome do comportamento interictal como decorrente de uma alteração da sensibilidade do sistema límbico e do tronco cerebral produzida por descargas elétricas não controladas repetidas – fenômeno conhecido como kindling ou ignição. Os defensores deste ponto de vista citam estudos mostrando que muitos delinqüentes e pacientes violentos com crises recorrentes de raiva têm ELT. Outros, porém, dizem que não há personalidade epiléptica distinta nem evidência clara de que pessoas com ELT sejam particularmente agressivas ou irritáveis (veja a página).
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